quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novos agentes de contraste na IRM







A ressonância magnética ( MRI ) é primariamente uma imagem médica técnica que é utilizada para visualizar diferentes tecidos moles dentro do corpo.
No campo da terapia do câncer, um agente de contraste é usado frequentemente para ajudar a identificar a localização exata das células tumorais. Conforme relatado no European Journal of Organic Chemistry, uma equipe liderada por Carlos Platas-Iglesias e Teresa Rodríguez-Blas da Universidade da Coruña, recentemente elaborou um novo conjunto de receptores que podem ser úteis no projeto de específicos agentes de contraste para a reconhecimento de certos compostos na superfície de células tumorais. 

Específicos agentes de contraste que são capazes de informar sobre seus ambientes biológicos através de processos de reconhecimento molecular é altamente desejado. Um específico agente de contraste poderia aproveitar esses processos para responder a certos grupos funcionais que podem ser encontrados em abundância no tecido doente. Ácido siálico, por exemplo, é considerado um marcador tumoral, porque ele é conhecido por ser super-expressa na superfície das células tumorais. Um agente de contraste específico para o ácido siálico deve ligar seletivamente com o ácido em detrimento de outros resíduos de açúcar e sacarídeos, como a glicose e a frutose, que ocorrem em concentrações relativamente elevadas no sangue. 

Platas-Iglesias e Rodríguez-Blas fundamentado que um adequado receptor para o reconhecimento de ácido siálico pode basear-se em unidades (tio) uréia contendo funções ácido borónico, como essas duas funcionalidades mostram a promessa como metades reconhecimento. (Thio) à base de uréia receptores podem estabelecer interações fortes com ânions, tais como carboxilatos, que estão presentes no ácido siálico, e ácidos borónico são capazes de formar complexos reversíveis com 1, 2 - e 1, 3-diol unidades presentes em sacarídeos. 

Para testar seus receptores, os autores monitoraram seu vinculativo para Neu5Ac, que é o membro mais comum da família de ácido siálico, que também desempenha um papel importante nos processos de reconhecimento celular. Os receptores foram encontrados para ligar Neu5Ac, e mais importante, há interação muito mais fraca entre os receptores e outros sacarídeos estudados. A seletividade foi encontrado pode ocorrer ligando duas site-cooperativa de Neu5Ac através de interação na função ácido borónico do receptor e  interação entre a molécula de tiouréia e do grupo carboxilato de Neu5Ac. 

O conjunto de receptores foram assim mostrado para interagir seletivamente com metas sobre-expressa na superfície das células cancerosas, o que os torna  promissor para a concepção de específicos agentes de contraste para ressonância magnética de tumores.

 Fonte: European Journal of Organic Chemistry 

Agora é Smartphone como Medidor de Radiação





O smartphone do momento pode fazer muitas coisas mas não tudo. Temos agora um papel mais relevante para a medição da radioatividade e outros tipos de radiação. A empresa japonesa NTT DoCoMo está trabalhando agora neste papel.
É claro, essa idéia surgiu como uma solução para prevenir desastres, por exemplo o que aconteceu em Fukushima meses atrás, e prevenir riscos à saúde também. O dispositivo é equipado com uma tampa que funciona como um sensor, e transforma o smartphone em um dosímetro. Dieferentes trabalha não só com a radiação, mas também tem dois fucniones mais, como a quantidade de álcool no corpo ou a respiração, e medir a massa muscular e gordura corporal. 

Está previsto para ser apresentado em outubro na Exposição de Alta Tecnologia (CEATEC) , que é o equivalente japonês do Internacional American Consumer Electronics Show (CES) . Alguns podem achar interessante a forma como o mau hálito e medições da gordura corporal, mas na realidade o ponto que torna interessante é a medição de radioatividade.

Congresso da ISMRM




Para mais informações:

http://www.ismrm.org/12/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PET/3D-FOT= PET acoplado à uma tomografia óptica de fluorescência 3D

 O artigo publicado esse mês no Jornal de Medicina Nuclear, apresenta resultados promissores na combinação do PET com a fluorescência óptica tomografia (TOF). Essa união trará características únicas e atraentes para em aplicações da imagem molecular vivo.
 
Algumas alterações no modelo atual serão realizadas com a finalidade de reduzir a atenuação dos fótons e espalhamento no PET. Entretanto, o estudo conclui a possibilidade de aplicação das duas modalidades conjuntas e a perspectiva da combinação com sondas para a multimodalidade de imagens e pares complementares de radiotraçadores.
 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

NOVO CAMINHO:TRATAMENTO QUE BLOQUEIA A METÁSTASE






Os pesquisadores, do Institute of Cancer Research, em Londres, Inglaterra, dizem ter identificado uma proteína conhecida como JAK que ajuda as células cancerosas a gerar força necessária para o alastramento.

Em artigo publicado na revista Cancer Cell, a equipe diz que as células se contraem como músculos para gerar a energia que permitirá que se movam, forçando seu caminho pelo organismo.
Quando um câncer se espalha - um processo conhecido como metástase - ele se torna mais difícil de tratar, já que tumores secundários tendem a ser mais agressivos.
Estima-se que 90% das mortes provocadas pelo câncer ocorram após a metástase - o que torna imperativo que o processo de alastramento da doença seja controlado.

A proteína JAK
Após estudar substâncias químicas envolvidas no processo de alastramento das células em melanomas - câncer de pele -, a equipe concluiu que as células cancerosas se alastram de duas formas.
Elas podem forçar sua passagem para fora de um tumor ou o próprio tumor forma corredores por meio dos quais as células podem escapar.
O líder do estudo, Chris Marshall, disse que ambos os processos são controlados pela mesma substância.
"Existe um padrão comum de uso da força gerada pelo mesmo mecanismo, uma mesma molécula, chamada JAK", ele disse.
A proteína JAK já é conhecida por especialistas que estudam o câncer. Ela já foi, por exemplo, associada à leucemia. Por conta disso, já há drogas sendo desenvolvidas para atuar sobre ela.
"Nosso novo estudo sugere que essas drogas possam, talvez, interromper também o alastramento do câncer", disse Marshall.
"O teste vai ser quando começarmos a ver se qualquer desses agentes vai impedir o alastramento. Estamos pensando em (realizar) testes clínicos nos próximos anos", acrescentou.

Desafio
Uma representante da entidade de fomento a pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK disse que o grande desafio no tratamento da doença é impedir o alastramento pelo corpo e manter o câncer que já se alastrou sob controle.
A representante, Lesley Walker, disse: "Descobrir como as células cancerosas podem abrir passagem pelos tecidos, saindo dos tumores primários e se espalhando por outras áreas, dá aos cientistas uma melhor compreensão a respeito de formas de parar o alastramento".

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Agora é RM e US




Um novo equipamento começou há um mês a ser usado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), de forma experimental, para combater miomas (tumores benignos) e metástases ósseas. O Hifu, sigla de high intense focus ultrassound, é um aparelho de ultrassonografia acoplado a um aparelho de ressonância magnética que, depois de mapear o corpo do paciente e localizar o tumor com exatidão, aplica ondas de alta intensidade que atingem só a área lesionada, não provocando danos ao redor. O tratamento dura de três a quatro horas e dispensa anestesia ou incisões.

Por enquanto, apenas pacientes selecionados estão tendo acesso ao tratamento, que deve abrir caminho para a pesquisa na área no país, já que o Icesp é o primeiro hospital público a ter acesso ao equipamento que custa R$ 1,5 milhão. O diretor da Radiologia do Icesp, Marcos Roberto de Menezes, explicou que o ultrassom libera uma energia 20 mil vezes mais intensa do que a usada para diagnósticos. “Com isso, tenho a possibilidade de direcionar essa energia a um ponto, apenas guiado pela ressonância. Quando a energia chega no tecido, ela aquece e eleva a temperatura do tecido até 80 graus centígrados, o que leva à destruição dele”.

Menezes disse que o paciente submetido ao tratamento vai para casa no mesmo dia, com recuperação praticamente instantânea e com possibilidade de retomar as atividades normais.
No caso da metástase óssea, o paciente frequentemente sente dores que afetam a qualidade de vida. “A ideia, nesse caso, é retirar a dor desse paciente. Frequentemente, cessa-se a dor imediatamente depois do tratamento”. No caso do mioma, o tumor é queimado e eliminado pelo organismo.

A dona de casa Ana Maria Alho Arruda, 52 anos, foi uma das seis mulheres que tiveram o mioma eliminado pelo Hifu. Ela conviveu com o problema durante um ano e meio, sofrendo com dores e hemorragias. “Eu entrei na máquina como se fosse fazer um exame de ressonância. Me deram uma leve sedação, mas fiquei consciente. Senti dores semelhantes a cólicas, mas suportáveis. Depois de três horas, saí normalmente, esperei uma hora e meia para a recuperação e fui para casa andando. Hoje levo uma vida normal, curada do mioma”.

Ainda não há previsão para incorporar de maneira ampla a nova tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Além de ser uma tecnologia de alto custo, ela é de alta complexidade, exige capacitação de pessoas, treinamento. Isso é só um início de uma tecnologia que promete abrir novas fronteiras de possibilidades terapêuticas”, ressaltou o diretor do hospital.